Quando uma indústria pensa em sensores de temperatura, normalmente a primeira pergunta é: “Qual sensor devo utilizar?”
Na prática, essa não deveria ser a primeira pergunta, e sim, “O meu processo está
recebendo uma informação confiável?”. Pode parecer a mesma coisa, mas não é.
Ao longo dos anos, visitando siderúrgicas, cimenteiras, plantas químicas, empresas de papel e celulose, mineradoras e outras operações industriais, percebi um padrão o qual, grande parte dos problemas atribuídos ao processo produtivo, ao controlador ou até ao operador começa na medição.
Um sensor de temperatura instalado ou especificado de forma inadequada pode informar uma temperatura diferente da real, sendo que, cinco ou dez graus muitas vezes parecem uma diferença pequena, no entanto, essas pequenas alterações podem representar diversas questões, como:
- Aumento do consumo de energia;
- Redução da vida útil dos equipamentos;
- Perda de qualidade do produto;
- Retrabalho;
- Aumento das emissões de gases e fuligem;
- Paradas inesperadas da produção;
- Decisões incorretas tomadas pelo sistema de controle.
Em outras palavras, a temperatura é uma variável simples apenas no papel.
O sensor mais barato pode ser o mais caro.
Existe uma tendência de comparar sensores de temperatura apenas pelo preço. Mas imagine duas situações, na primeira, um termopar convencional custa menos. Na segunda, um modelo de termopar construído especificamente para aquele processo, sob medida e de acordo com aplicação que será usado, este mesmo sensor pode durar quatro vezes mais, logo exige menos manutenção e reduz paradas.
Afinal, qual deles realmente custa menos?
O investimento precisa ser analisado pelo custo total da operação, e não apenas pelo valor da nota fiscal.
Felipo Moura
Executivo de Vendas | Grupo Golden